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O Ministério da Saúde de Israel sabia que as máscaras não tinham 'base científica sólida' antes de impor sua obrigatoriedade

Jan 12, 2022

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02:07 AM

Documentos divulgados sob a lei de liberdade de informação revelam a política imposta pelo Ministério da Saúde de Israel de enviar mensagem 'educacional' para aumentar a conformidade à COVID

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No final de março de 2020, governos de todo o mundo estavam impondo numerosas restrições devido ao pânico em torno do surto da COVID. Entre esses países estava Israel, que em 30 de março estava sob bloqueio, com o governo considerando a implementação de uma nova exigência de usar uma máscara facial em todas as áreas públicas. Até recentemente, o público foi mantido às cegas no que diz respeito à base para a decisão de impor a obrigatoriedade.

Em resposta a um requerimento de Liberdade de Informação apresentado pelo advogado Shiloh Gadi, o governo divulgou os relatórios que foram feitos à Equipe de Tratamento de Epidemias (que acabou recomendando a obrigatoriedade de uso de máscara). Um dos relatórios, produzido pelo Prof. Yehuda Carmeli, Diretor do Centro Nacional de Prevenção de Infecções e Resistência Antibiótica Integrativa, mencionou que a opinião em vários países era a de que as máscaras ajudavam a reduzir a propagação do vírus, mas também declarou que, "os estudos sobre o assunto são de baixa qualidade ... não há uma base científica sólida para a nova política". Ele também aconselhou a equipe a "dar uma explicação sobre o porquê da recomendação, e assegurar que o público seja informado de que não há evidências de que máscaras previnam a infecção".

Além da admissão de que não há base científica suficiente para a imposição do uso de máscaras, a equipe foi alertada de que as máscaras também poderiam trazer efeitos adversos. "Pessoas com deficiências cardíacas e pulmonares devem consultar seu médico para garantir que não surjam dificuldades respiratórias", foi outra recomendação, observando que o público deve "ser informado de que o dano pode suplantar o benefício". Esta advertência é talvez a mais perturbadora de todas - que algumas pessoas deveriam realmente consultar um médico antes de adotar o uso de máscaras.

Os perigos desse uso não faziam parte da campanha de relações públicas do governo, mas eles entraram na regulamentação atual, que isenta da obrigatoriedade qualquer pessoa que experimente "dificuldades significativas" usando uma máscara. Embora o governo não tenha incentivado esta isenção, um grupo de ativistas lançou uma página na web para aumentar a consciência dos perigos, da ineficácia das máscaras e das condições para as isenções.

Após reuniões em abril de 2020, a obrigatoriedade da máscara foi efetivada e permanece em vigor até hoje (com exceção de um período de dez dias em junho de 2021). A motivação para implementar tal obrigatoriedade quando o governo sabia que não tinha uma base científica satisfatória não é clara. O próprio relatório indicou que a obrigatoriedade poderia ter um "efeito psicológico" e que poderia transmitir uma mensagem "educacional" à população, o que levaria a um maior cumprimento de outras medidas restritivas relacionadas à COVID.

À luz das revelações a respeito do que o governo sabia nos dias anteriores à implementação da obrigatoriedade do uso de máscaras, os membros do Knesset (parlamento israelense) ou a mídia finalmente chamarão o governo a prestar contas? O público, cuja confiança no sistema de saúde pública foi erodida, irá exigir que o governo retire essa obrigatoriedade por falta de “evidências científicas sólidas"? O próprio relatório levantou esta preocupação para os formuladores de políticas: "Na ausência de uma base profissional ou factual, a equipe terá dificuldade em emitir uma recomendação para andar por aí com máscaras". Aparentemente, não teve.
 

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